O KIT DA FELICIDADE – por Wagner Waltenberg*

Jeff Goldblun protagonista de A Mosca (1986) no teletransporte

Smartphones  já podem ter Tradução de Voz em Tempo Real


Publicado originalmente em 2001

Há pouco tempo atrás, aos carecas só restava assumir com dignidade a clareira craniana ou utilizar desajeitadas perucas para tentar encobrir aquilo que não dava mais pra esconder: que o tempo passa.  Também não faz muito tempo, aos impotentes sexuais restavam poucas opções: rezar, esperar, esperança.  Aos deprimidos e mal humorados, a esperança de dias melhores, como se o problema fosse esse, e sacos de risada.  Aos portadores de celulite a única saída era a reencarnação; e finalmente aos fumantes inveterados, trinta dias de inferno astral pela abstinência; o sorriso amarelo (é… voltei) ou a saída gloriosa e bem humorada: parar de fumar é fácil, já parei de fumar mais de cem vezes.

Pois bem, esse mundo velho e tenebroso foi-se.  A Ciência tornou-se algo próximo ao divino: finasterida pra calvície, viagra para impotência, gel redutor pra celulite, prozac pra depressão e mau humor, citalopran pra acabar com a compulsão à compras, ziban pra parar de fumar… enfim um conto de fadas, um verdadeiro Kit da felicidade.  Isto sem contar que já fizeram crescer orelha humana nas costas de ratos de laboratório; só não entendi pôr que não implantaram um órgão sexual, venderia muito!

Admirável mundo novo. E ainda tinha gente pensando que o mundo ia acabar em 2000. Quanto pessimismo.

Mundos retratados, só nos resta mesmo questionar aonde vamos parar? A que destino nos conduzirá essa maravilhosa ciência? Às vezes imagino o tele-transporte. Que maravilha, do Rio de Janeiro a Paris em apenas um segundo; só esperamos que uma  mosca não viaje junto. Mas já sabemos que é possível. Já a algum tempo, tele-transportaram um Fóton, (partícula associada ao campo eletromagnético, com massa em repouso nula, carga elétrica nula, e spin igual à unidade, estável, e cuja energia é igual ao produto da constante de Plank pela freqüência do campo) muito embora seja um pouquinho complicado compreender, dá para vislumbrar pelo menos o significado disto à longo prazo.

Enquanto a ciência caminha a passos largos, o ser humano permanece no meio do caminho com grandes evoluções intelectuais e questionáveis evoluções afetivas que não necessitam de provas. As mesmas questões do milênio antepassado se fazem presente no cotidiano.  Guerras, poder, inveja, ciúme, dinheiro, quanta mesmice, aliás, uma chatice.  Se assistirmos a um telejornal qualquer de dez ou trinta anos atrás, as noticias serão as mesmas: assalto, morte, corrupção, catástrofe, algumas noticias cientificas e esportivas pra contrabalançar e boa noite. Podem conferir, só muda local, data e personagens, o enredo é o mesmo.

A ciência corre e a consciência caminha.  Olimpíada desigual, e como é desigual. O novo KIT da felicidade promete e cumpre algumas de suas promessas. Mas como tratar a delinqüência, a chatice, a incompreensão social, o descaso, a corrupção, e a falta de educação? Às vezes penso em reais novidades, senão vejamos: Delinquenol, Corruptanol e Fofocoless, três maravilhas da química a serviço da vida. Talvez fosse a solução. Uma pílula pôr via oral/dia, exceto o Corruptanol, que deveria ser em forma de supositórios, cada vez que o doente tivesse acessos da síndrome.

Abrindo mão da ficção, fica a impressão que o ser humano evoluiu tanto no ultimo milênio quanto um guarda chuvas.  Pode ser que a analogia não seja perfeita, mas pelo menos dá pra perceber o quanto nossa evolução tecnológica deixa de privilegiar, na maioria das situações, aspectos relativos à vida emocional e afetiva.

Pois é, a mente humana.  Será que dá pra desenvolve-la? As previsões são de que no futuro tenhamos uma cabeça bem maior. Não conheço nenhuma estatística com taxa de crescimento crânio-cerebral, mas se houver, deve estar diminuindo na exata proporção em que a bolsa com os Kits crescem. A capacidade de ação do ser humano diminui com o desenvolvimento tecnológico?

Talvez a solução esteja na primordial diferenciação entre intelectualidade e afeto. Talvez aí resida a questão. A intelectualidade é facilmente adquirida – e ainda assim cada vez menos-  nos livros, nas faculdades, nos grandes centros de formação. E o afeto?  Aquele que pouco trabalhado pode levar à conseqüências tantas vezes publicadas e outras impublicáveis. Desenvolvimento afetivo, psicológico, podemos desenvolve-lo? Uma espécie de musculação mental ou será irremediavelmente perdedor da olimpíada desigual?  Devemos pensar sobre isso?

*WAGNER WALTENBERG é  psicanalísta e redator de Notícias Impossíveis

 

Presidente Dilma Rousseff participa de evento do “Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto”

Jarbas Milititsky, presidente da Federação Israelita (FIRS);
Claudio Lottenberg, presidente da Confederação
Israelita do Brasil (Conib); e a presidente Dilma Rousseff


Ao participar ontem à noite (dia 27 de janeiro), em Porto Alegre, do evento do “Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto”, a presidente Dilma Rousseff afirmou: “é nosso dever não compactuar com nenhuma forma de violação dos direitos humanos em qualquer país, aí incluído o nosso. Meu governo prefere sempre as múltiplas vozes da democracia ao silêncio das ditaduras e dos campos de concentração”. Ela lembrou a participação do Brasil na Assembleia das Nações Unidas que criou o Estado de Israel,“direito que não pode ser negado a nenhum povo”, e reafirmou sua defesa aos direitos humanos. “O meu governo será um incansável defensor dos valores da igualdade, da dignidade humana e do respeito aos direitos humanos. A nação brasileira respeita os princípios da paz e da conciliação”. Dilma ainda destacou a importância de sempre se recordar da data: “a memória do Holocausto é essencial para evitar a ocorrência de novas barbáries. No caso do Holocausto, o dever da memória não deve se confundir com a passividade da lembrança. A memória serve para que a intolerância e injustiça não se banalizem. A memória é a arma humana para impedir a repetição da barbárie. Temos que lembrar sempre para impedir que aqueles que não são objeto da barbárie não se silenciem e pratiquem a coragem de se manifestar contra essas práticas e experiências contra a vida humana”.

Durante a cerimônia, o governador gaúcho, Tarso , reforçou que, no Rio Grande do Sul, a comunidade judaica terá uma atenção“especialíssima do governo”; e o prefeito de Porto Alegre, José Fortunatti, lembrou que a capital gaúcha foi a primeira no país a incluir o ensino do Holocausto nas escolas municipais. Já o presidente da Federação Israelita (FIRS), Jarbas Milititsky, enfatizou: “não vamos mais nos calar”, se referindo às vozes que silenciaram durante o horror nazista.

Fonte: Jornal ALEF

DENATRAN fará estudo para determinar apenas duas velocidades máximas e mínimas, nas cidades e estradas

 

Presta atenção no transito, não fale ao celular,  mas preste

atenção nas placas.

 

Agora é 10

Pode ir pra 60 agora

Na nossa cidade aqui é trintinha

Pisa no freio  que agora é 20!!!!

 

http://www.denatran.gov.br/